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Ervedosa do Douro

A cerca de 7 Km a poente da Sede do Concelho, Ervedosa do Douro é a maior produtora de Vinho Generoso da Região demarcada do Douro e a freguesia com maior área na mancha do Património Mundial.
Segundo reza a história, a povoação de Ervedosa do Douro terá começado no lugar do Frei Estevão, no entanto houve uma epidemia de formigas que obrigou a população a desviar-se para o local da actual povoação.

Juntamente com Casais, esta freguesia pertenceu ao couto de S. Pedro das Águias do qual recebeu aforamento em 1274.
O Concelho de Ervedosa, o qual era formado apenas pela Sede da freguesia, confrontava, em 1527, de acordo com o cadastro do mesmo ano, com os concelhos de S. João da Pesqueira, Castanheiro e Valença do Douro, tendo meia légua de termo e 69 moradores.

Ervedosa deixou de ser sede do Concelho em 1834, passando então a integrar S. João da Pesqueira.

História
Junto à estrada marginal (Régua-Pinhão), e antes de atravessarmos a ponte sobre o Torto, fica o primitivo lugar das Bateiras, considerado, até há poucos anos, mercado do trabalhador ou da mão-de-obra barata. Juntavam-se ali assalariados sem trabalho, à espera de serem rogados pelos patrões durante os ciclos mais importantes do calendário agrícola: colheitas, cavas, escavas, redras e podas.
CASAIS (antiga sede de freguesia), a poente de Ervedosa, é, tal como a sede, grande produtora de vinho generoso na bacia do Torto, um dos melhores da região demarcada.
A igreja (titular, S. Sebastião) tem data de 1877 que substituiu a capela da Sra. da Ribeira local de uma das mais antigas romarias da região de Lamego. É digna de se ver a talha barroca do altar-mor da antiga matriz.
Foi barão de Casais do Douro António José Teixeira, médico-cirurgião, fidalgo da casa real e abastado proprietário na vila da Pesqueira onde exerceu funções de médico municipal, destacando-se na luta contra a epidemia da cólera, em 1857, que dizimou muita gente.
SARZEDINHO (Cerzedelo, forma antiga do topónimo, pelo menos, desde o século XII), na margem esquerda do Torto, tem por orago S. Salvador (com capela), e esteve também incluído no couto do mosteiro de S. Pedro das Águias, cujo abade concedeu carta de foro (1227) aos moradores. Pertenceu ao extinto concelho de Valença do Douro. Tal como Casais, o lugar é excelente produtor de vinhos da mais cotada qualidade. Podem visitar a capela de Sta. Bárbara, com romaria a 25 e 26 de Junho.

Padroeiro
O padroeiro é S. Vicente mas o povo festeja a Sra. do Rosário e a Sra. do Socorro (a mais venerada), juntamente com Sta. Bárbara, com romaria em Agosto.

Monumentos
A Igreja de S. Vicente, reedificada em 1841, apresenta um magnífico trono em talha dourada barroca. No baptistério podem observar-se imagens antigas de S. Miguel e S. Sebastião, cultos pré - nacionais.

A Casa do Cão, casa brasonada, é um edifício saliente da arquitectura civil com algum aparato e tem pedras de armas dos Saavedras. Da insígnia zoomórfica que figura no timbre, sobre o escudo de armas, veio-lhe o nome com que o povo a baptizou.

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