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Várzea de Trevões

Freguesia do concelho de S. João da Pesqueira e do distrito de Viseu, possui uma área de 930 ha, tendo como freguesias limítrofes: a Norte, S. João da Pesqueira; a Este, Vilarouco; a Sudeste, Valongo dos Azeites; a Sul, Trevões; a Oeste, Espinhosa e Pereiro; a Noroeste, Desejosa e Valença do Douro.
Localizada entre as ribeiras de Távora e Forte e na margem esquerda do Rio Torto, fica a cerca de 11 Km da sede concelhia.
A origem desta povoação remonta, pelo menos, ao século XII, sendo pois anterior à fundação da própria nacionalidade portuguesa. A presença dos povos primitivos concretizou-se em “palas” (abrigos rupestres), “castelos” e diversos castros, um dos quais deve ter coroado o cume do alto e arredondado monte dos Santos Mártires.
Pertença do termo de Trevões e, consequentemente, da Casa dos Braganças, o seu repovoamento foi levado a cabo por D. Fernão Mendes, marido de Dona Sancha Henriques e cunhado de D. Afonso Henriques e pelos bispos lamecenses. Em 1159, o rei atribui ao território o seu primeiro foral. Das inquirições de D. Dinis, de 1290, consta que “toda a vila de Trevões e Várzea, que jaz em seu termo é da Sé de Lamego, a quem doaram os Braganções”, sendo o mesmo confirmado pelas inquirições de 1300.
Até ao século XVIII, era chamada “Várzea de Trovões” ou simplesmente “Trovões”.
Em termos administrativos, Várzea e Trevões eram vilas independentes, até que o concelho de Várzea foi extinto aquando da reforma de 1836 e anexado ao de Trevões, entretanto também eliminado em 1855. Passou, então, a integrar o concelho de São João da Pesqueira.
   The arish of the municipality of São João da Pesqueira and Viseu district it has an area of 930 ha, having as neighbouring parishes: in the North, S. João da Pesqueira; east, Vilarouco; Southeast, Valongo dos Azeites; South, Trevões; the West, Espinhosa and Pereiro; Northwest, Desejosa and Valenca do Douro.
Located between the riversides of Távora and Forte and on the left bank of the Rio Torto, it is about 11 km from the district council seat.
The origin of this village dates back at least to the twelfth century, and it is earlier than the founding of the Portuguese nation itself. The presence of primitive peoples materialized in "flaps" (rock shelters), "castles" and several forts, one of which should have crowned the high ridge and rounded hill of the Santos Mártires.
Belonging to Trevões and, consequently, to the House of Braganza, its resetlement was carried out by King Ferdinand Mendes, the husband of Dona Sancha Henriques and brother of D. Afonso Henriques and the bishops of Lamego. In 1159, the king gives the territory its first charter. The inquiries of D. Dinis, 1290, states that "the whole village of Trevões and Várzea, belongs to the Cathedral of Lamego, who donated the “Braganções", being the same confirmed by the inquiries of 1300.
By the eighteenth century, it was called "Várzea de Trovões" or simply "Trovões".
Administratively, Várzea and Trevões were independent villages up to the council of Várzea which was extinguished during the reform of 1836 and attached to Trevões, but eliminated in 1855. Then it became part of the municipality of São João da Pesqueira.

Património

Acessível através da estrada municipal que liga a marginal do Douro à EN222, seguindo esta para a sede do concelho, Várzea de Trevões é detentora de um interessante património natural e arquitectónico, merecedor de visita mais atenta, destacando-se:
A primitiva Igreja Matriz, construída em 1708, mediante licença do bispo de D. Manuel Tomás de Almeida. Contudo foi abandonada e, em 1760, ergueu-se a actual igreja como capela, “uma das mais belas da diocese de Lamego”.
Existem ainda a capela de Mártir São Sebastião, a capela de santa Cruz, A Casa dos Franco, o Pelourinho, o Cruzeiro e a Fonte Romana.

Patrimony

Accessible via the municipal road which connects the marginal Douro to EN222, following this to the county seat, Várzea de Trevões holds an interesting natural and architectural heritage, deserving a more attentive visit:
The early Church, built in 1708, under license from the Bishop of Manuel Tomás de Almeida. However, it was abandoned and in 1760, it was built the current church and chapel, "one of the most beautiful of the diocese of Lamego".
There are also the Chapel of the Martyr St. Sebastião, the Holy Cross Chapel, The House of Franco, the Pelourinho, Cruzeiro and Roman Fountain.

Padroeiro

O orago da freguesia é o Mártir S. Sebastião, realizando-se a festa em sua honra em 20 de Janeiro.
Festeja-se também a Santa Cruz, a 3 de Maio e o Divino Espirito Santo, a 19 de Junho.

Patron

The parish's patron saint is the martyr St. Sebastião, and the party in its honour is on 20th January.
It also celebrated the Holy Cross, 3rd May and the Divine Holy Spirit, on 19th June.

Gastronomia

As especialidades gastronómicas de Várzea de Trevões são: a batata cozida com couve e bacalhau, arroz de polvo, cozido à portuguesa e cabrito assado.
Como doces típicos da freguesia destacam-se as rabanadas, o pão-de-ló e as filhós.

Gastronomy

The culinary specialties of Várzea de Trevões are: baked potato with cabbage and cod, octopus rice, Portuguese stew and roast lamb.
The typical sweets of the parish are the french toast, sponge cake and fritters.

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