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Vilarouco

Vilarouco situa-se a 8 Km da sede do concelho, a 4 Km, em linha recta do rio Douro, a 100 Km de Viseu e a 152 Km da cidade do Porto.
Localiza-se na margem direita do rio Torto, que lhe banha muitas das suas terras, e na esquerda do rio Douro.
Tem à volta de 26 Km2 e é a terceira freguesia com maior área geográfica do concelho de S. João da Pesqueira.
Confina a nascente com a freguesia de Custóias do Douro, do poente com o lugar de Espinho, do norte com a vila de S. João da Pesqueira, do sul com as freguesias de Valongo dos Azeites e Trevões, do nordeste com o lugar de Vale de Vila e a freguesia de Vale de Figueira e do sudeste com a freguesia de Pereiros.
Desconhece-se a data em que esta freguesia foi fundada e perde-se no tempo a sua antiguidade.
O povoamento de Vilarouco deve ter sido muito anterior à nacionalidade, talvez no século XI ou XII, pois tem a nascente o Castro do Viso e a sudeste o Castro do Vento, como nos referem Pinho Leal e outros autores.
Vilarouco deve-se ter estabelecido entre 1055 e 1065, depois de o Rei D. Fernando I, o Magno, de Leão ter conquistado o Castelo da Pesqueira e aforado com carta, o respectivo termo, incluindo certamente a povoação de Vilarouco.
Diz o povo que a primeira localização de Vilarouco teria sido algures no lugar do Vale das Hortas, onde ainda hoje se podem observar alguns vestígios.
A escolha desse lugar ao fundo do Vilarouco deve-se certamente, à abundância de águas, à fertilidade das terras e à situação privilegiada, num local abrigado de ventos e intempéries.
A tradição local afirma que Vilarouco já foi vila, teve edifício da Câmara, Cadeia e Pelourinho, mas de tudo isso nada resta. Quanto a esta remota possibilidade, de Vilarouco já ter sido vila, não deve corresponder à verdade, pois se tal aconteceu foi efémera, talvez no séc. XVIII e devido ao grande poder da fidalguia da terra, que era muito influente e distinta, dando meças à das redondezas.

Património
Igreja Paroquial – A igreja paroquial do Vilarouco é muito antiga e deve datar dos primórdios da Monarquia, embora devido às várias restaurações e reedificações, mostre já poucos sinais dessa antiguidade.
Casa do Adro ou Solar dos Corte Real – Da família nobre Serpa Corte Real ergue-se próximo da Igreja do Vilarouco, este gracioso e imponente solar, onde residia o Coronel António Cardoso Corte Real e Serpa, e cuja construção deve datar do século XVIII.
Tem uma magnífica e esplendorosa fachada estilo barroco, destacando-se belas janelas de madeira, tipo guilhotina, com molduras de granito, tendo ao meio uma bem trabalhada varanda ou sacada, com uma balaustrada de granito, sustentada por duas elegantes colunas.
Casa da Praça ou Solar dos Bragas – Situa-se no largo da praça, junto a um antigo negrilho, no centro da freguesia.
Pertenceu a D. Cláudia Braga, Senhora distinta, que era casada com o General da divisão Miguelista, João de Gouveia Osório.
É uma casa tipo conventual, de um só piso, de janelas exíguas e com uma cerca.
Tem um brasão, no qual estão cinzeladas as armas dos Braga e outras famílias próximas.
Possuía uma riquíssima e valiosa capela em honra de Nossa Senhora da Conceição, que infelizmente já não existe, pois foi vendida.
Para além do património que acabámos de descrever existe ainda as capelas de Nossa Senhora da Estrada, de S. Miguel, de S.ta Bárbara, de Santo António e de S.ta Eufémia. De referir, ainda, o cruzeiro do Senhor dos Aflitos, em granito com um alpendre.
Dos Solares e casas antigas, existem ainda, para além das descritas anteriormente, a Casa dos Sousa Donas Bôto (Vidigal), a Casa da Tranqueira ou dos Costa Lobo, a Casa das Conchas, a Casa do Abade Teixeira, a Casa dos Sá Meneses e a casa dos Leões.

Património Etnográfico
Associação Cultural Desportiva e Recreativa Flor D’Amendoeira

A trabalhar desde Junho de 1994, foi fundada e legalizada no dia 6 de Junho de 1995onstituem Esta Associação tem em actividade um Rancho Folclórico, que procura manter as raízes da etnografia, do folclore, usos, costumes e tradições da terra e região do Alto Douro.
Mantém também em actividade uma equipa de atletismo, que tem participado em diversas provas e tem obtido excelentes resultados.
Promoveu já três Encontros de Folclore, três jornadas de Jogos Tradicionais e três Provas de Atletismo, que foram um êxito e vivamente participados.

Padroeiro
O padroeiro de Vilarouco é S. Bartolomeu e a festa em sua honra tem lugar no dia 24 de Agosto.
Outras festas de cariz religioso são dedicadas a Santa Bárbara, Senhora da Estrada e Santa Eufémia.

Gastronomia
À semelhança do que acontece na maioria das freguesias da região, os pratos típicos desta freguesia são o cabrito ou cordeiro assado com arroz e batata assada no forno de cozer o pão, a cabra, a ovelha ou carneiro estufado com batatas cozidas, a feijoada e o cozido à portuguesa.
Na doçaria destacam-se os doces batidos ou súplicas, os doces amassados ou de azeite, os doces de amêndoa, a bola de amêndoa, os folares, as cavacas, o pão-de-ló, entre outros.

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