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História

O Topónimo do Concelho derivou, certamente, da importante "pesqueira" no rio Douro, à qual fazem alusão documentos antigos.

O povoamento deste território remonta a tempos ancestrais tal como se pode verificar pelos inúmeros vestígios arqueológicos visíveis nos diversos castros e castelos (Castro de Paredes da Beira, Castelo Velho, Castelos da Chã, de Reboredo, da Fraga de Alcaria, de Chã de Trovisco, Castelo Alto, Castelinho, Castelos de Gramejo, da Senhora do Monte, da Cocheira, Monteiras, da Sra. Do Viso e do Vento).

No período alto da Idade Média, a Vila era acastelada, devendo-se um dos primeiros repovoamentos a Afonso III das Astúrias, que conquistou a fortaleza aos mouros.

O primeiro Foral que S. João da Pesqueira recebeu remonta ao reinado de Fernando "O Magno", entre 1055 e 1065, sendo, desta forma, um dos mais antigos do país. Posteriormente, outros monarcas concederam forais ou confirmações, nomeadamente D. Afonso Henriques ainda Infante, em 1110, D. Sancho I em 1198, D. Fernando em 1376 e aquando da reorganização dos municípios empreendida por D. Manuel I, no ano de 1510.

Sabe-se que a poderosa linhagem de D. Pedro Ramires, rico-homem de Ribadouro, deteve terras nesta região, tendo o couto de S. Pedro de águias ultrapassado os limites do actual Concelho.

Soutelo do Douro, Várzea de Trevões, Paredes da Beira, Trevões, Valongo dos Azeites e Ervedosa do Douro foram, outrora, "Villas" e terras importantes do " Julgado de Sanhoane de Pescarias", apesar de Paredes e Trevões terem sido julgados próprios.

Pela sua localização geográfica e pela sua história, o Concelho de S. João da Pesqueira é detentor de um vasto, diversificado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos.